sexta-feira, 10 de julho de 2009

Onze anos




"As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade"



É imortal o invulgar da vida, é pelo invulgar que eu choro, é pela Saudade que sou companheira da chuva...
Nove de julho de mil novecentos e noventa e oito, o toque desapareceu, o odor, o som e a imagem. A presença continua viva e fará parte de mim, até ao dia que caminhar até ti e partir.
Tal como tu, nunca morrerei partirei para matar toda essa Saudade e secar todo esse choro. Somente deixarei de existir no dia em que te disser: Amei-te, Amo e Amartei

Um dia, Um dia...



meu pai ..

1 comentário:

Diana Moura disse...

Impossivel não chorar né Mónica ??

Mas nós não sabemos o que é sofrer, não sabemos sequer o sentido da vida, não sabemos viver...
Seremos nós as erradas??
Não creio
O que não nos mata fortalece-nos e "dos fracos não reza a história", caminherei a teu lado sempre que o mercer porque ambas sabemos o que é perder alguém de quem se gosta ( e não, nós não perdemos namorados, amigos, pessoas que fingiram o que não eram para tentarem ser como nós, perdemos sim , pessoas verdadeiras, pessoas que nos ama(ra)m e que nos protejem hoje ! Elas tornaram-nos especiais, unicas , ensinaram-nos a não olhar e viver coisas insignificantes! Fazem de nós o que somos hoje e temos consequência que valemos muito, demais !

Adoro-te miúda